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Comprar casa: "A grande procura está na habitação para portugueses"

2022-03-30

"Christian Terlinden, Managing Partner da promotora imobiliária belga Promiris, fala sobre os projetos e ambições da empresa.
A promotora imobiliária belga Promiris comprou o primeiro projeto em Portugal em 2017. O antigo Hospital Particular, nas Avenidas Novas, em Lisboa, foi convertido em habitação e passou a chamar-se Bivart: tem 31 frações e está concluído e completamente vendido. Desde então foi sempre a somar. A empresa continuou a investir no segmento residencial em Lisboa e no Porto e entrou também no “mundo” das residencias de estudantes e seniores. “Crescemos mais rapidamente que o previsto em Portugal”, diz Christian Terlinden, Managing Partner da Promiris. Entre os temas abordados na entrevista dada ao idealista/news está também o atraso nos processos de licenciamento, nomeadamente em Lisboa, o que faz com que Portugal esteja a perder “centenas de milhões de euros”, assegura.

Além do Bivart, a Promiris está a desenvolver outros três projetos residenciais em Portugal: o Conde de Lima, na capital, e o Mira Douro e o Gaia Hills, no Porto. A estes juntam-se três residenciais de estudantes – duas no Porto e uma em Lisboa – e uma de seniores, em Vila Nova de Gaia, um projeto mais complicado porque é um segmento que carece de “legislação específica”, adianta Christian Terlinden.

O responsável conta que, até à data, a Promiris já investiu cerca de 350 milhões de euros em Portugal e que está de pedra e cal no país, tendo em pipeline mais duas oportunidades de negócio. “São projetos de habitação e no segmento das residências de estudantes na grande Lisboa”, adianta, salientando que os projetos em causa terão cerca de 35.000 m2.

Sobre investimentos a realizar no futuro, deixa uma pista: “Estamos a olhar e a considerar potencialmente projetos na margem sul de Lisboa, não por causa da tendência que se verifica com a Covid-19, mas mais porque os preços das casas em Lisboa aumentaram muito. E a barreira psicológica que havia, de um português não querer viver na margem sul do Tejo, vai a começar um pouco a desaparecer (…)”.
Como e quando é que a Promiris chegou a Portugal e porquê a escolha de Portugal para arrancar com a internacionalização da empresa?

Somos uma empresa com capitais belgas, fundamentalmente são os fundos de uma family office. Como é que viemos para Portugal? Um pouco por coincidência, mas também devido ao fato de eu conhecer bem o país, porque já trabalhei aqui, e ter ouvido falar, em 2016, através de contatos pessoais, que o mercado imobiliário estava a retomar, depois de muitos anos de paralisia total. E então começámos a olhar para um imóvel, que é o antigo Hospital Particular, nas Avenidas Novas, o atual Bivart. Fizemos, assim, a nossa primeira aquisição, que foi concluída em janeiro de 2017.

Chegámos à conclusão que havia um atraso significativo no mercado imobiliário português, que tinha ficado paralisado por várias razões, nomeadamente a crise financeira de 2008, e que sem financiamento bancário nada podia avançar. E também percebemos que havia segmentos que eram pouco conhecidos em Portugal, que estavam pouco maduros, e que a tendência existente nos países do norte da Europa, mais cedo ou mais tarde, iria chegar a Portugal. Estou a falar sobretudo das residências para estudantes e das residências seniores. E depois surgiram outras possibilidades.

O primeiro imóvel que adquiriram, o atual Bivart, está totalmente vendido?

É um imóvel residencial e está construído e vendido. Iniciámos a comercialização em 2018 e foi vendido muito rapidamente: em seis meses tínhamos vendido as 31 frações. O produto era muito bom e o preço bastante razoável, porque soubemos que houve várias revendas neste imóvel.

Fale-nos um pouco, de forma resumida, dos vários projetos que a Promiris tem em Portugal?

Fazendo um panorama global, temos cerca de dez projetos em Portugal, que somam aproximadamente 80.000 metros quadrados (m2). Temos uma residência sénior, que são os projetos mais complicados, três residências de estudantes – uma vai avançar em breve, outra as obras começaram em dezembro e outra começam no próximo mês [março] – e o resto são projetos residenciais.

Que projetos residenciais são esses?

O Gaia Hills é o projeto maior, são 250 apartamentos. Vai ser faseado em duas partes, sendo que as obras e a comercialização devem arrancar até final do ano. O Mira Douro, nas Antas, no Porto, são 51 casas e estará concluído em setembro. O Conde de Lima, em Lisboa, são 41 apartamentos novos e a construção acaba em novembro. O Bivart são 31 frações e já está completamente vendido e as pessoas já estão a viver no prédio. (...)


fonte :https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2022/03/28/51493-comprar-casa-a-grande-procura-esta-na-habitacao-para-portugueses

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