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Crise angolana não abala interesse português na construção

2017-10-29

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A completar dois anos de laboração em Angola, a Noantek, uma empresa de direito angolano de investidores portugueses, grossista de material elétrico para construção, continua a “aprender a viver com a crise”, o que obriga, explica o administrador-geral, a “reajustar” constantemente os planos. “Somos uma empresa que depende 70 a 80 por cento da importação, porque é material que não se fabrica em Angola. Por isso, o maior problema da empresa são as divisas”, explica Adelino Silva, diretor-geral da Noantek. A empresa emprega atualmente 14 trabalhadores e apesar de o negócio ainda não estar ao nível idealizado, já se pensa no futuro, que passa por minimizar as dificuldades de importação, até por se tratar de um “projeto a longo prazo”. “Sim, passa pela produção”, garantiu. Dificuldades que Fernando Cardoso conhece bem, não fosse administrador da Contraven, uma empresa portuguesa que se instalou em Angola em 2008, importando matéria-prima para desenvolver pavimentos, dedicando-se ainda à produção de têxteis a partir de Luanda. “As dificuldades vão-se contornando. Vai-se trabalhando”, explica o também fundador da Contraven, uma das quase 10 empresas de origem portuguesa que marcam presença na Projekta Angola de 2017, que decorre até domingo na marginal de Luanda, com cerca de uma centena de expositores. “O nosso projeto é continuar a investir. Vamos investir numa fábrica de poliestireno, é sinal que acreditamos no país”, garante. Com este novo investimento, de quase um milhão de euros, que vai permitir reduzir as importações daquele material, a empresa vai aumentar de 45 para 70 o total de postos de trabalho na capital angolana. Uma fábrica que vai ser realidade “a muito curto prazo”, já que só faltam precisamente as divisas para que as máquinas da nova fábrica sejam despachadas para Angola. Como outros empresários portugueses em Angola, afirma que apesar da crise, o objetivo é “não parar mais” “É inovar e estar sempre na linha da frente”, atira Fernando Cardoso. A Conmarfel, outra empresa portuguesa, procura a expansão de Fátima, no distrito de Leiria, para África, depois da estreia em Cabo Verde. Já fez a prospeção em Moçambique e agora chega a vez de Angola. “Existe crise, dificuldades, mas é um mercado com muitas potencialidades. Acreditamos que no nosso negócio há oportunidades”, explica Pedro Vala, responsável da área internacional da Conmarfel, que se dedica à produção de estruturas modulares em aço para área da construção. Para já, a presença em Luanda, com um stand próprio na Projekta Angola, serve para procurar o parceiro angolano nacional e iniciar a atividade, que pode vir a ser alargada no futuro: “Tem tudo para correr bem”, afirma. Um otimismo de resto partilhado por Vítor Simões, delegado comercial da Sival em Angola, mercado em que a empresa portuguesa, que produz massa à base de gesso para construção civil, conta com cerca de 50 clientes, entre grandes empreiteiros. “Estamos muito bem no mercado angolano, mesmo nesta altura. É para permanecer em Angola”, garante, enquanto prepara o material para mais uma feira em que a empresa participa em Luanda. Para já, afirma, o negócio consiste na exportação para o mercado angolano, perspetivando de resto um “crescimento” do negócio, depois da crise de 2015 e 2016. A hipótese de colocar a produção em Angola, com parceiros locais, “está sempre em cima da mesa”. “A crise não irá durar toda a vida. Estamos aqui de pedra e cal”, assume Vítor Simões. A 14.ª edição da Projekta conta com cerca de uma centena de expositores, de acordo com informação prestada hoje à Lusa pela organização, que tal como a Feira Internacional de Luanda (FILDA), passou a ser garantida pela empresa privada Eventos Arena. Decorre entre 26 e 29 de outubro, sendo especialmente voltada para os setores de materiais de construção e obras públicas e gabinetes de arquitetura e projeto, entre outros.

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt/economia/crise-angolana-nao-abala-interesse-portugues-na-construcao/

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